Desabafo

18/06/2009

Sei que às vezes, quase sempre, direciono meus posts para a Pastoral da Juventude, mas esse é o movimento juvenil do qual faço parte e tenho muito orgulho. Entretanto, as discussões propostas nas ações da PJ vão além das questões que envolvem a juventude católica, infelizmente, pois são situações reais que acontecem no dia-a-dia das juventudes do Brasil.

Quem nunca foi assaltado ou não conhece alguém que nunca tenha sido assaltado? Como os jovens tem sido representados nos meios de comunicação? Os direitos das juventudes tem sido respeitados em nosso país? Você conhece as políticas públicas especificas para juventudes, assim como tem para o idoso e a criança? Essas políticas existem?

Por isso, me proponho a trazer essas reflexões no meu blog, pois acredito que as juventudes não devem ficar alheias a esse tipo de questionamento.

Especializado em Juventudes

09/06/2009

O Juventudear, pensando em também se especializar em Juventude, entrevista Robson Malacarne. Um jovem de 26 anos, mestrando em Administração e especializado em Gestão de Pessoas e Juventude.

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O que seria a especialização em Juventude?

É uma ação da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, sob a coordenação da Casa da Juventude Pe. Burnier (CAJU) e em convênio com a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus CES/ISI – BH/MG).
A Rede Brasileira é uma articulação de 15 Centros e Institutos de Juventude e um projeto de Curso de Especialização em Juventude. Ela tem como finalidade ser apoio de serviço às organizações de juventude e, de modo especial, às Pastorais de Juventude do Brasil, através da formação, assessoria e pesquisa.
O objetivo da especialização é aprofundar o conhecimento teórico, prático e científico sobre a adolescência e juventude contemporânea, capacitando formadores/as, educadores/as e outros/as profissionais frente ao fenômeno juvenil, às políticas públicas e às práticas sociais que se impõem nos diferentes níveis: local, regional, nacional e internacional. O curso é oferecido na Casa da Juventude em Goiânia.

Qual o termo mais certo a ser utilizado Juventude ou Juventudes? Por quê? Existe algum critério para delimitar a fase Juventude? Qual?

Não se deve compreender a juventude só a partir da faixa etária, mas como uma categoria social vinculada ao processo geracional, às relações de classe, gênero e etnia (GROPPO,2000; QUIROGA, 2001).
Groppo (2000, p 72), nos provoca mais ao defender que, a juventude, suas respectivas atribuições e cuidados seriam um direito de todos os indivíduos que se encontram neste período do desenvolvimento humano, não importando a classe ou o estrato social.
Portanto, ao olhar para a juventude como direito social, faz-se necessário respeitar a diversidade de suas manifestações. Daí a utilização do termo “juventudes” como um modo de valorizar as várias especificidades deste fenômeno.
Groppo (2000, p 13) confirma tal multiplicidade de juventudes ao afirmar que: “Cada juventude pode reinterpretar à sua maneira o que é “ser jovem”, contrastando-se não apenas em relação às crianças e adultos, mas também em relação a outras juventudes”.

Quais as demandas que a juventude em geral tem que dar conta hoje?

Ao entender as juventudes em toda a sua pluralidade, deve-se ir além do tripé educação trabalho e família, o jovem de hoje deve ser respeitado como sujeito de direitos, que quer exercer a sua sexualidade sem sofrer preconceito e violência por isso, que quer viver sua dignidade sem sofrer criminalização por causa de sua cor, gênero ou grupo social. Enfim, a juventude em geral precisa dar conta de sobreviver em meio à crise econômica e social e ao mesmo conseguir ser reconhecida pelo que ela é e não pelo quê a sociedade espera que ela seja.

Uma frase que defina juventude para você:

“A juventude quer viver, diga sim aos direitos das juventudes”.

A Juventude no Festival de Alegre

05/06/2009

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Todo ano é assim. Animação pura! Passada a euforia do carnaval 2009, os capixabas, principalmente os jovens, se preparam para curtir o Festival de Alegre, que neste ano está em sua 25ª edição. Considerado um dos maiores Festivais de música do Espírito Santo, o evento reúne milhares de pessoas na cidade.

Em busca de diversão, gente bonita e cantores famosos, os jovens se reúnem, compram seus ingressos, e partem para a cidade de Alegre, e alegres ficam. Sou péssimo em trocadilhos, mas enfim, é isso! Quem já foi não se esquece e pede bis. A quantidade de diferentes grupos de jovens que aparece durante os dias de festival é imensa. Pluralidade e Diversidade são marcas do evento.

Dá uma passada no Blogadão e veja a Programação do 25º Festival de Alegre.

Jovem Repórter

04/06/2009

Vontade de meter a mão na massa, somada a necessidade de aprender, multiplicada ao esforço é igual à dedicação… Foi dessa maneira, que em setembro de 2007, nasceu o primeiro post do blog chamado de “Jovem Repórter“.

A idéia do blog é a seguinte: São reunidos e organizados textos, fotografias, pensamentos e outros elementos sobre a cidade do Rio de Janeiro e arredores, e assim publicam todo o material em suas postagens.

A galera se articula formulando matérias, fazendo triagem de fotos, agendando entrevistas e o melhor, respirando o clima da redação e administrando as responsabilidades de uma equipe de reportagem.

O projeto é iniciativa dos alunos do programa Bairro Escola junto a Agência de Comunicação. Ta aí uma idéia que deve ser, não copiada, mas reproduzida e adaptada para o nosso meio. Pensemos no assunto!

Meninas!

03/06/2009

meninasE por falar em cinema. Vai uma dica: “Meninas” de Sandra Werneck. Aos moldes do Cine Kbeça tem como, após a exibição, puxar um bom papo cabeça sobre gravidez precoce. O filme possui uma linguagem bem adequada para a conscientização da juventude, conseguindo dialogar com essa parte da sociedade, que é a mais afetada em relação a esse assunto.

O documentário acompanha a vida de quatro adolescentes. Uma está grávida de um ex-traficante. Outra diz que planejou a gestação. A terceira espera um filho do namorado, que também engravidou Joice. Os dilemas pelos quais passam as jovens, a relação com seus companheiros e familiares são registrados.

Para quem gosta de filmes: o Cine Kbeça!

02/06/2009

Toda quarta-feira, a partir das 19 horas, você que gosta de cinema, e gosta de um bom papo cabeça, tem um encontro marcado. É o Cine Kbeça! Um projeto de cineclube voltado para a juventude da periferia de Vitória.

O Cineclube Kbça tem como base a proposta de utilizar o cinema como ferramenta pedagógica na discussão de temas socais, como direitos humanos e cidadania.

Após cada sessão é realizado um debate com os jovens a respeito dos temas abordados no filme, como a capacidade que cada um possui de transformar a própria vida.

O projeto, que busca democratizar o acesso às produções audiovisuais, funciona no Centro de Referência da Juventude (CRJ), localizado na avenida Vitória, Jucutuquara, próximo à antiga Fábrica 747.

Tudo Novo!

01/06/2009

Tenho escutado algumas críticas sobre meu blog. Muitas delas construtivas, já outras, sem muito embasamento, coisas de gosto pessoal. Essas, tento encarar com indiferença. Porém, impossível não me importar sobre o que pensam de mim e, também, o que acham daquilo que faço, com meu blog não seria diferente. Tentarei, então, a partir de hoje, inovar um pouco. Jovem não gosta de algo que seja muito estático, rotina, parado.

Coloquei esse título mais para chamar atenção mesmo. Nem tudo será novo de uma hora para outra. As mudanças ocorrerão em doses homeopáticas. Quando menos esperar, tudo reformulado. Layout, posts, enfim quase tudo, menos a vontade de informar a juventude aquilo que ela se interessa, ou ao menos deveria se interessar. Admito, muitas coisas que produzi são chatinhas mesmo, mas se as fiz, é porque acho interessante que os jovens reflitam um pouco sobre suas ações. Essencial!

Obs.: Pensando no post de amanhã!

Centro de Referência de Juventude (CRJ): Espaço aberto pra te acolher!

27/05/2009

Sabe aquele lugar que sempre cabe mais um? Tipo coração de mãe mesmo! Aquele espaço acolhedor, aconchegante, que nos faz bem. E que consegue de maneira ímpar reunir pessoas completamente diferentes, e por lá se sentirem iguais, se reconhecerem iguais? Um lugar que dá espaço à diversidade, à pluralidade, ao jovem, ao adulto (ou ao jovem que um dia aquele adulto foi), enfim a todos e todas?

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Logo em sua entrada, um estacionamento, com espaço amplo, que num passe de mágica pode virar um belo espaço de shows. Coloca-se um palco, um bom som, e assim está pronto! Pronto para receber talentos que na maioria anônimos, conseguem se sentir importantes, e realmente se fazem importantes, ganham vez, voz, oportunidade de mostrar o trabalho. Um espaço que ajuda aumentar a autoestima de quem ali se encontra.

Passando pelo badalado estacionamento, entramos naquele “universo juvenil”. Olhando para um lado, percebo um jovem sentado num canto com um violão em mãos, arranhando algumas notas. A garota do lado, um pouco desafinada, tenta acompanha-lo. No conjunto fica até bonito. A música cantada por eles é “Tempo perdido” de Legião Urbana. Cantavam com tanta certeza daquilo que pronunciavam, pareciam refletir enquanto cantavam. Mas fiquei em dúvida, pois logo após os vi com o mesmo violão, mas agora o usando como atabaque, batucando um funk de um MC alguma coisa, que agora não lembro o nome. Achei interessante, e percebi mais uma característica do local, reúne pessoas com gostos bem ecléticos.

Ao lado desses simpáticos jovens, um pouco mais a frente, havia uma adolescente grávida, rodeada de amigos. Estavam sentados num sofá e assistiam na televisão um programa de humor. Riam à bessa, alguns comentários eram feitos em voz alta, pude ouvir alguns, que pretendo não mencionar. O legal que a partir do programa de humor, eles decidiram qual oficina fariam. Depois que viram uma charge na tela da TV, se sentiram incentivados a confeccionarem fanzines, e queriam que fossem além de educativos, trouxessem humor aliados a críticas, como nas charges. Claro que não souberam explicar assim. Mas o oficineiro foi perspicaz e sacou o que eles queriam.

Naquele mesmo espaço, ao lado da TV, havia uma estante com diversos livros e revistas e jornais. Jovens passavam por ali pegavam os exemplares, e iam até um pouco mais a frente pra um canto chamado “Cantinho da leitura”. Lá eles liam em voz alta e depois partilhavam as compreensões do texto, algumas interpretações bizarras, mas que no fundo, bem lá no fundo, faziam até sentido. Chegavam a dar altos exemplos, e dava pra perceber que os exemplos eram a partir da vivência de cada um. Debatiam sobre a violência no morro. Tinham acabado de ler sobre mortes violentas sobretudo de jovens. Discutiam o porquê acontecia tanta coisa ruim na vida deixa faixa etária. Não chegavam a uma conclusão.

Numa sala à esquerda, um outro grupo de jovens faziam oficina de fotografia e vídeo. A discussão girava em torno do que seria o produto final da oficina, já que já tinham passado por toda fase teórica. Queriam fazer um documentário e uma exposição de fotos. O tema seria mostrar o dia a dia de um bairro de periferia do município de Vitória. Fazendo memória de acontecimentos marcantes, tudo isso através de relatos dos moradores mais velhos. Saíram dali empenhados para fazerem acontecer, penso que sairá um trabalho belíssimo.

teatro

Num outro espaço, 10 jovens estavam numa oficina de teatro do oprimido, uma espécie de método teatral que envolve além de técnicas teatrais, muitos exercícios e jogos que trabalham na pessoa a sua espontaneidade no atuar. Era a primeira aula, o professor ensinava que os principais objetivos dessa modalidade (do teatro) são a democratização dos meios de produção teatrais, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo e do teatro.

Mais a frente, à direita, funciona um estúdio de música e ao lado uma sala de cinema. No estúdio rolava o ensaio de uma banda de hip hop. Uma banda formada por três jovens mulheres, o “Mulheres de Atitude” (MDA). Elas tem suas idéias voltadas para a valorização da mulher, principalmente as de periferia, jovens e negras, que infelizmente até hoje sofrem discriminação e são constantemente desvalorizadas. Para elas o hip hop é mais que um segmento musical, é um movimento cultural, pela vida, idéias e princípios. E por coincidência na sala de cinema, escurecida com panos de TNT, passava um vídeo que falava da cultura da periferia e claro, tinha cenas com o hip hop.

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Numa área mais ampla ao fundo do estabelecimento, uma rampa de skate, que era disputada por muitos jovens que queriam mostrar seus talentos. Podiam esperar a sua vez tabelando algumas bolas com as cestas de basquete de rua, e tudo isso vendo a galera do break ensaiar e o pessoal do Grafite elaborarem suas artes, que anunciavam e denunciavam muitas coisas bacanas ou não, que afligiam os jovens em questão. Naquele mesmo espaço, mas ainda um pouco mais ao fundo os meninos da capoeira ensaiavam os passos do maculelê, que com muita ousadia, dançavam ora com bastões, ora com facões que arrastavam no chão, dando um bonito efeito especial com as faíscas que saíam.

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E numa sala anterior a esse ultimo espaço mencionado, o forró contagiava vários casais de jovens. Era ensinado por dois instrutores o chamado forró universitário. E ao som do Falamansa e com as coordenadas, 1 2 3, 1 2 3, os jovens presentes se arriscavam e até conseguiam fazer uns passos com um grau maior de dificuldade, umas voltinhas que só de olhar, eu ficava tonto. E aquele dia era especial, estavam ensaiando para uma apresentação cultural que aconteceria na semana seguinte.

Após ter visualizado todo aquele espaço, coisa de 30 minutos ou mais um pouco, fui embora, mas antes passei pelo estacionamento e lá estava aquele mesmo jovem que há pouco tempo arranhara algumas notas no violão. Estava sentado num canto, agora sozinho, a menina desafinada não mais estava ao seu lado. Não tinha mais o mesmo brilho no olhar, e parecia desencantado. O observei por algum tempo, mas logo ele saiu, já na rua se encontrou com uns amigos, que pareciam lhe dar alguma coisa, que logo escondeu debaixo da camisa e depois saiu num galope como se estivesse com medo e atormentado, ele para um lado e os meninos para o outro. Penso que boa coisa não era, penso também que se ele pudesse escolher, não teria feito aquilo, parecia insatisfeito com a situação.

Esse espaço de encontros é o CRJ, o Centro de Referência da Juventude, um local no bairro Ilha de Santa Maria, que acolhe a juventude do município de Vitória, e dá possibilidade para que eles desenvolvam suas potencialidades. Os jovens que lá freqüentam, muitos sem muitas perspectivas de vida, abrem seus horizontes, e partilhando conhecimentos e vivências com outros jovens, se reconhecem, e a partir da concepção de alteridade, se ajudam e até mesmo traçam planos juntos. Um dia depois, fiquei sabendo que um grupo de jovens se reuniram pra conversar com aquele jovem que parecia desencantado, e que foi visto numa situação bem suspeita, queriam dar conselhos e ajuda-lo. Penso agora que ele terá oportunidades de escolha. Eles começariam a conversa pedindo que ele tocasse a música do Legião Urbana, que ele parecia gostar tanto, “Tempo perdido” e que prestasse bastante atenção na letra.

Retrato de um playboy!

21/05/2009

Gabriel o Pensador com a música “Retrato de um playboy” faz uma “crítica-retrato” sobre uma juvetude, chamada por ele de perdida. Dá uma olhada no clipe e tire suas conclusões:

Jovem: Pescador de ilusões

19/05/2009

Clipe interessante de uma música interessante, por isso resolvi postar. Pesquisa indica que o jovem se identifica bastante com a melodia e letra dessa música.